O diagnóstico da DP baseia-se nas características clínicas do parkinsonismo,
início insidioso, progressão lenta e ausência de outros achados na história,
exame ou testes laboratoriais que apontem alguma outra causa de parkinsonismo.
Um dos distúrbios mais comumente confundidos com a DP é o tremor essencial,
que se caracteriza por um tremor postural cinético, e não pelo tremor
em repouso. Várias indicações clínicas sugerem que um paciente portador
de parkinsonismo tem alguma outra forma da síndrome que não é a DP propriamente
dita. Em geral, a DP aparece freqüentemente com sintomas em apenas em
um lado do corpo, enquanto pacientes com parkinsonismo sintomático ou
as síndromes Parkinson-plus apresentam quase sempre sinais e sintomas
simétricos (uma exceção notável seria o parkinsonismo decorrente de
uma lesão cerebral focal, com um traumatismo cranioencefálico). Assim
também, um tremor em repouso indica quase sempre DP, por ser raramente
observado no parkinsonismo sintomático ou nas síndromes Parkinson-plus,
exceto no parkinsonismo induzido por drogas e por MPTP, que não inclui
tremor em repouso. O paciente que não apresenta um início unilateral
ou tremor em repouso, porém, ainda pode ter uma DP iniciando-se simetricamente
e sem tremor. Talvez o mais importante recurso diagnóstico seja a resposta
à levodopa. Os pacientes com DP quase sempre apresentam uma resposta
satisfatória a esta droga. Se o paciente não responder nunca à levodopa,
o diagnóstico de alguma outra forma de parkinsonismo é provável. Uma
resposta à levodopa não confirma porém o diagnóstico de DP, pois muitos
casos de parkinsonismo sintomático (por exemplo, induzido por MPTP,
pós encefalítico, induzido por reserpina) e muitas formas de síndromes
Parkinson-plus em seus estágios iniciais (por exemplo, síndrome se Shy-Drager,
degeneração nigroestriada, atrofia olivopontocerebelar) também respondem
à levodopa.